Orçamento Participativo 2015 dividido em duas variantes, Geral e Jovem
Potenciar os valores da democracia e incentivar toda a comunidade na
participação na gestão pública local. É sob esta premissa que o
Município de Vila Nova de Cerveira avança com o Orçamento Participativo
2015, mas orientado por um regulamento discutido na Assembleia Municipal
de setembro. Entre as novidades, o documento adota dois processos
paralelos de Orçamento Participativo, o Jovem (OPJ) e o Geral (OPG).
Com este mecanismo, a população de Vila Nova de Cerveira é chamada a
decidir o destino de parte do orçamento da autarquia, uma medida já
introduzida duas vezes no passado, mas que sofre algumas alterações
significativas.
A Câmara Municipal desafiou a Assembleia Municipal a constituir uma
Comissão de Trabalho responsável pela elaboração de uma proposta de
Regulamento para o Orçamento Participativo, inexistente até à data.
Prontamente aceite, e depois de várias reuniões, o grupo de trabalho
nomeado apresentou, o projeto de Regulamento, entretanto bem acolhido,
sujeito a um período de possíveis contributos dos deputados municipais
e, posteriormente, aprovado.
Dando cumprimento às propostas patentes no programa eleitoral de
recentrar a política nas pessoas e dando mais força às políticas de
proximidade e mais responsabilidade aos cerveirenses, a autarquia
pretende incorporar todas as faixas etárias no debate sobre o
desenvolvimento do Concelho e, como tal, passa a existir dois processos
paralelos de Orçamento Participativo: o Orçamento Participativo Jovem
(OPJ), com uma verba de 10% e o Orçamento Participativo Geral (OPG), com
a restante fatia.
O presidente da Câmara Municipal sublinha uma ferramenta que vem
reforçar a participação dos cidadãos nos processos de decisão municipal
promovendo uma sociedade civil forte e ativa na definição das
prioridades governativas para o contínuo desenvolvimento da qualidade de
vida no concelho.
Fernando Nogueira acredita que esta consulta popular agora regulamentada
incentiva o diálogo entre os órgãos municipais, os cidadãos e a
sociedade civil, fomentando a participação cívica; adequa as políticas
públicas municipais às necessidades e expetativas das pessoas e,
sobretudo, aumenta a transparência da atividade da autarquia.
05 Jun '15